Microfisioterapia Veterinária

microfisio

 Dra. Thiana Tanaka, formada na primeira turma de Microfisioterapia Veterinária no Brasil.

 

Microfisioterapia é uma técnica de terapia manual desenvolvida na França pelos fisioterapeutas e osteopatas Daniel Grosjean e Patrice Benini. Sua elaboração e formulação foram iniciadas na década de 80, baseando-se na embriologia, na filogênese e na ontogênese.

Parte do princípio que todas as células do nosso corpo são capazes de armazenar memórias em todos os períodos da vida, e até mesmo informações ancestrais. E que todo ser vivo possui uma capacidade de se adaptar, se defender e se auto-corrigir buscando um equilíbrio para se proteger e se equilibrar ao meio exterior.

O corpo sofre agressões de todas naturezas (tóxica, química, física, emocional ou ambiental) e em diferentes intensidades. No entanto, se as agressões não forem identificadas ou forem muito intensas, o corpo não reage de maneira eficaz a esta agressão, a qual registra uma memória, ou cicatriz patológica, do acontecimento nos tecidos. Esta cicatriz altera a vitalidade e função do tecido agredido, que é palpável ao terapeuta, podendo manifestar um ou mais sintomas sobre o local de agressão ou a distância gerando desordem física psíquica ou emocional.

A Microfisioterapia permite o terapeuta identificar os rastros deixados por essas agressões nos diferentes tecidos do organismo. Uma vez identificada e localizada a cicatriz, o terapeuta reinforma o corpo, para que então seja estimulado a desencadear os processos de auto correção, auxiliando no restabelecimento da vitalidade e função tecidual. O mecanismo de auto correção é obtido desta maneira, igualmente tanto nos adultos como nos bebês ou animais.

Todo processo de identificação da causa primária de uma doença ou disfunção e estimular o equilíbrio e manutenção da saúde, é realizado através de diferentes micro movimentos palpatórios específicos seguindo mapas corporais desenvolvidos para pacientes humanos pelos criadores da técnica. E para os animais, Michel Zaluski – fisioterapeuta e osteopata francês desenvolveu outros mapas e movimentos palpatório específicos, Microfisioterapia Veterinária.

O trabalho de “faxina” que o corpo inicia pode provocar um ligeiro cansaço durante 1 ou 2 dias, sendo indicado que o paciente não faça esforço físico. Sintomas físicos como diarréia, vômito, aumento da dor, febre, crise emocional podem ocorrer até os dois dias após a sessão. Estas manifestações ocorrem como um sinal de liberação das memórias agressoras. Para minimizar os efeitos, é aconselhado se manter bem hidratado principalmente nos 2 próximos dias que seguem a sessão, para facilitar o trabalho de eliminação. O paciente, portanto, deve repousar e permitir a auto correção do corpo, com o mínimo de interferência medicamentosa possível.